Racismo




Na matéria de sociologia, no volume 
dois, estudamos os movimentos 
sociais, dentre eles o movimento 
negro. 

Podemos verificar que, infelizmente, 
esse tema continua muito atual e que 
parte da sociedade brasileira está 
muito aquém de deixar de ser 
racista,após vermos os dislik dados 
pelos (brancos racistas) sobre o 
comercial do dia dos pais da
Boticário.


  
O Boticário põe família negra em 
comercial – e os racistas não gostam
Campanha de Dia dos Pais do Boticário no YouTube foi alvo de ataques de ódio
access_time31 jul 2018, 13h10 - Publicado em 30 jul 2018, 13h11



Dia dos Pais: comercial de O Boticário traz campanha engraçada com família negra (O Boticário/Divulgação)
São Paulo — Apesar de a maioria dos brasileiros ter a cor “parda” ou “preta” (termos segundo classificação do IBGE), essa proporção não aparece em comerciais, filmes, telenovelas e capas de revista. Um estrangeiro desavisado que ligar a TV na novela das nove e ver a Bahia vai pensar que, no Brasil, a esmagadora maioria é branca.
Por causa desse problema, a representatividade negra, quando ocorre, é celebrada e comemorada por boa parcela da população, negros e brancos. Mas o fato também atrai a atenção dos racistas (travestidos de não racistas), que se incomodam e reagem diante dos “avanços”.
Em sua nova campanha de Dia dos Pais, a marca O Boticário colocou uma família negra estrelando o vídeo bem humorado, onde um pai não é tão engraçado quanto ele acha que é. O fato de a família ser negra, na verdade, não é o assunto do comercial. Se é uma família brasileira, nada mais natural que seja negra. A criação foi da agência Almap.
No YouTube, a versão de 30 segundos da campanha acabou virando alvo de um ataque aparentemente coordenado de racistas, que conseguiram dar 16 mil “não gostei” ao vídeo. Nos comentários, muitos tentavam se passar por bem-intencionados e perguntavam “cadê a representatividade?”, com ironia. Veja também: Blogueiro faz piada com filho de Will Smith e é acusado de racismo 
Para eles, o comercial era racista… porque só tinha negros. No mundo ideal deles, era para ter brancos também. Eles se esqueceram dos outros milhares de comerciais feitos só com brancos. Claro, boa intenção disfarçada de racismo. Eles acham que branco também sofre racismo.
Apesar dos ataques e do ódio, os defensores da campanha (brancos ou negros) deixaram 48 mil curtidas e mais de 6,5 milhões de visualizações do vídeo em quatro dias.
Uma mulher resumiu bem, nos comentários, a situação: “Negros: ficaram felizes em ver uma família negra em um comercial, representatividade; Brancos não racistas: nem perceberam nada, viram apenas um comercial com uma família; Brancos racistas: deram dislike e estão nos comentários destilando ódio e racismo, cobrando ‘representatividade’, sendo que 90% dos comerciais, séries, novelas, etc. são representados por brancos e eles não cobram a inclusão de negros, índios, descendentes de asiáticos.”

Dados do IBGE mostram que desemprego é maior entre pretos, pardos e mulheres; subutilizados mostram que a crise pode ser maior do que indicam os números do desemprego.

Por Daniel Silveira, G1 Rio

Após trabalhar três anos como atendente de telemarketing, Gerusa Pereira, 40 anos, está em busca de um emprego formal. Mesmo sendo formada em Letras, a procura por uma colocação já dura quase um ano, sem sucesso. Para garantir parte da renda, Gerusa aceitou um trabalho informal e, hoje, distribui panfletos. A habilidade de se comunicar, que antes ela exercia ao telefone, agora é posta à prova nas ruas.
“Isso que me salvou, que me ajudou a pagar minhas contas”, diz. Mas o alívio em ter as finanças em dia não tira de Gerusa o seu real anseio: ter carteira assinada e ganhar um bom salário.
Gerusa não está sozinha. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, um número acima dos 13,7milhões de desempregados.
Esse número representa os trabalhadores subutilizados no país, grupo que reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos).
A busca por trabalho, afirma Gerusa, tem sido inglória. “Se você não tiver uma indicação, você não consegue uma vaga”, fala. Ela ressalta nunca ter conseguido dar aulas, desejo que acalentou durante a graduação. “A gente se forma, chega fresca no mercado, mas não tem chance porque ainda não tem experiência”, desabafa.
Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no 1º trimestre de 2018:
  • 13,7 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;
  • 6,2 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 7,8 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,2 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

Preto, pardo e mulher: os mais afetados pelo desemprego

Os dados do IBGE mostram que alguns grupos são mais afetados pelo desemprego, como os pretos, pardos e as mulheres.
A taxa de desocupação no 1º trimestre foi de 15% para mulheres e de 11,6% para homens. Entre os que se declaram brancos, a taxa ficou em 10,5% no 1º trimestre, abaixo da média nacional (13,1%), enquanto a dos pretos (16,0%) e a dos pardos (15,1%) ficou acima.
Marcelle Lima de Figueiredo, de 22 anos, conseguiu o primeiro emprego formal este ano como atendente de loja, mas foi dispensada. (Foto: Arquivo Pessoal)Marcelle Lima de Figueiredo, de 22 anos, conseguiu o primeiro emprego formal este ano como atendente de loja, mas foi dispensada. (Foto: Arquivo Pessoal)
Marcelle Lima de Figueiredo, de 22 anos, conseguiu o primeiro emprego formal este ano como atendente de loja, mas foi dispensada. (Foto: Arquivo Pessoal)
Para os jovens, a maior barreira no mercado de trabalho é a falta de experiência. Marcelle Lima de Figueiredo, de 22 anos, conseguiu seu primeiro emprego formal este ano, como atendente de loja, mas foi dispensada pouco mais de um mês depois de assumir a vaga.
“Antes eu ajudava meu tio a vender salgados. Depois que eu saí da loja, estou indo sempre atrás de emprego, mas como eu não tenho experiência, não consigo nada. Não chamam nem para entrevista”, lamenta.
A administradora Tayane Araújo Cesário, de 36 anos, está há três meses procurando emprego. Antes, trabalhou em uma empresa de previdência privada cobrindo férias. “Eu era temporária. Em um primeiro contrato, fiquei 15 dias. Depois voltei e fiquei mais três meses”.
Ela reclama que a busca por uma nova oportunidade tem sido desanimadora. “Tenho procurado bastante. O valor dos salários está bem baixo e os horários também não têm sido bons”, reclama. Tayane enfatizou, ainda, que o fato de ser mãe de dois filhos pequenos – um de 3 anos e outro de 8 – dificulta ainda mais a busca por emprego.

Subutilizados: os que trabalham menos horas

Jacqueline Duarte de Oliveira, de 50 anos. Ela tem um emprego público com carga horária semanal de 30 horas e busca outro emprego que a remunere melhor (Foto: Arquivo Pessoal)Jacqueline Duarte de Oliveira, de 50 anos. Ela tem um emprego público com carga horária semanal de 30 horas e busca outro emprego que a remunere melhor (Foto: Arquivo Pessoal)
Jacqueline Duarte de Oliveira, de 50 anos. Ela tem um emprego público com carga horária semanal de 30 horas e busca outro emprego que a remunere melhor (Foto: Arquivo Pessoal)
Jacqueline Duarte de Oliveira, de 50 anos, é a terapeuta ocupacional e tem um emprego público com carga horária semanal de 30 horas. Ela conta que busca outro trabalho que a remunere melhor, mesmo que sob uma jornada mais extensa, mas não encontra vagas.
“Eu poderia trabalhar mais, porém não consigo”, reclama.
“O que aparece está igual ou pior ao emprego que eu tenho. Normalmente são contratos temporários, o que não me interessa”, diz.

Informalidade: tem ocupação, mas sem carteira assinada

Alberto Engelke tem 30 anos, nunca trabalhou com carteira assinada e afirma não almejar uma contratação formal. (Foto: Daniel Silveira / G1)Alberto Engelke tem 30 anos, nunca trabalhou com carteira assinada e afirma não almejar uma contratação formal. (Foto: Daniel Silveira / G1)
Alberto Engelke tem 30 anos, nunca trabalhou com carteira assinada e afirma não almejar uma contratação formal. (Foto: Daniel Silveira / G1)
Alberto Engelke tem 30 anos, nunca trabalhou com carteira assinada e afirma não almejar uma contratação formal. “A carteira assinada tem suas vantagens, mas até quando eu teria esses benefícios?”, questiona, inseguro com a situação do mercado de trabalho.
Há aproximadamente seis anos ele trabalha como promotor de eventos diversos, ocupação que não lhe demanda carga horária fixa. Por conta dessa flexibilidade, há cerca de seis meses começou a trabalhar também como motorista de aplicativo de transporte. “Quando não estou em evento, estou no carro”, conta.
A estudante Patrícia Azeredo, de 29 anos, cursa atualmente o 5º período de enfermagem, mas ainda não atua profissionalmente na área. Trabalha com promoção de eventos e se diz satisfeita com o ramo. “Evento surge toda hora e eu consigo ser bem remunerada”, diz.
Revela que trabalha menos horas por dia do que poderia, mas não busca outra ocupação. “Eu só aceitaria um emprego para trabalhar mais se fosse para ser muito bem remunerada”, afirma, reclamando que o mercado não oferece bons salários.
Patrícia Azeredo, de 29 anos, estuda enfermagem e atua como promotora de eventos. (Foto: Daniel Silveira / G1)Patrícia Azeredo, de 29 anos, estuda enfermagem e atua como promotora de eventos. (Foto: Daniel Silveira / G1)
Patrícia Azeredo, de 29 anos, estuda enfermagem e atua como promotora de eventos. (Foto: Daniel Silveira / G1)

Por que interessa saber sobre a Revolução 4.0?

Olá alunos! Entre todas as revoluções significativas ocorridas no ciclo produtivo, sem dúvidas, a conhecida como manufatura avançada, ou m...